
Você se arruma como para qualquer outro dia.
Quer estar bonita porque se sente bem assim e para garantir alguns elogios ao longo da noite.
Não se importa em passar batom já que o mesmo irá embora no primeiro copo de cerveja.
Sai de casa despretenciosamente.
Desde a última vez em que se levantou a diversão é a única parceira certa. O resto passa despercebido.
No caminho reza para não dar de cara com o passado no local.
Ao adentrar olha ao redor, faz um reconhecimento rápido e pára estrategicamente perto da banda. Alguns rapazes olham, mexem, fazem gracinha. Iniciativa não é o forte atualmente.
Um chama a atenção, mas nada que lhe prenda.
Numa ida ao bar, abre-se uma oportunidade para uma aproximação esperada.
Muitas cantadas e muitas risadas depois, o beijo.
Você volta para casa com uma sensação boa, mas sem novidade.
Na verdade, a cautela é sua companheira e você já não sonha mais.
Aproximar-se da realidade não é uma coisa ruim, porque fica mais fácil aceitar os fatos.
Um novo jogo se inicia e desta vez é você quem movimenta as peças.
Não porque cria fantoches, mas porque suas reservas estão altas demais.
Os seres humanos são previsíveis e mesmo assim você ainda se surpreende.
Por que não?
"Maybe I know, somewhere
Deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone
Or keep a straight face".
0 comentários:
Postar um comentário