terça-feira, 6 de abril de 2010

Estado de caos





Eu gostaria de dizer que estamos à beira do caos. Não dá. Nós estamos em meio ao caos total. Desgovernados por horas insanas de chuva ininterrupta. Eita assunto que não finda. Ligamos a Tv e dá-lhe chuva. Olhamos para a janela e lá está ela. Falamos com os amigos e por sorte  alguns não estão presos e outros conseguiram um abrigo no meio do caminho. Ouvimos as histórias tristes por trás desta tragédia climática.

Nunca vi tantas pessoas online no meu msn. Acho que só vi um mesmo assunto ser notícia desta forma em eventos esportivos mundiais (já que a chuva no Rj foi repercurtida em diversos sites de jornais estrangeiros) e catástrofes. Exato! A palavra para o cenário atual é catástrofe. Como ouvi por aí: ‘Choveu, fedeu’ (no dito popular a última palavra seria um palavrão). Seria o Rio de Janeiro a nova São Paulo?

Não quero acreditar nisso, mas os fatos me levam a pensar desta forma. Primeiro o trânsito está se igualando à cidade da garoa. Agora a garoa resolveu se dividir com o Estado vizinho e transformou nosso cotidiano nesse caos sem previsão de término. Aliás, a previsão da metereologia é que essa situação se estenda até quinta-feira próxima. De palpite em palpite a gente faz uma canoa. Ou pega onda na enchente para ter cinco minutos de fama.

O Prefeito recomenda que ninguém saia de casa. Será uma recomendação temporária ou devemos tomá-la toda vez que chover? A situação é alarmante. Todo vez que São Pedro resolve deixar cair uma certa quantidade de pingos aglomerados é enchente na certa e apagão mais do que esperado. Os cariocas já estão tirando sarro da situação e criando comunidades irônicas nas redes socias. Uma delas diz ‘Enchente Rj 2010: eu fui”.

A preocupação maior é com os jogos olímpicos de 2016. As modalidades aquáticas serão privilegiadas se o Prefeito preocupar-se somente em recomendar e não começar a agir. Existe alguma coisa errada quando o impacto das chuvas torna-se cada vez maior. A cada tempestade um novo desastre, um número maior de mortos e desabrigados. E o Governador agora vai fazer o que?

Há muito a se resolver: novas galerias de águas pluviais, deslocamento de moradores de encostas para novas comunidades, controle de natalidade, controle de desmatamento e investimento na educação socio-ambiental visando a diminuição da poluição e do consumo desenfreado. Um pouco de cada um desses assuntos, juntos, produz a situação na qual nos encontramos. Então além de esperar e cobrar uma atitude do governo, nós mesmos podemos fazer a nossa parte. Eu acredito.

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