
Tenho exemplos vivos de homens que foram devastados pelo término e a maioria ainda não se ‘curou’. Levaram muito tempo para se levantar e agora de pé ainda cambaleiam entre farras intermináveis e consumo de álcool desenfreado. Às vezes nem outro amor resolve a situação, já que a maioria se tornou cafajeste. Afinal, é melhor magoar do que ser magoado. Simplesmente não conseguem lidar com a idéia de serem rejeitados novamente.
Da mesma forma vejo mulheres com sérias dificuldades de se relacionar justamente devido a namoros ou casamentos frustrados. Obviamente numa escala menor se comparado aos homens. Tratando-se de amor as mulheres arriscam mais. Erram mais também, mas não deixam uma oportunidade passar. Eu mesma por um bom tempo da minha vida passei a ter relacionamentos autodestrutivos que demandavam uma urgência emocional para suprir um sentimento inventado.
Diferentemente dos homens elas não caem da mesma forma na bebedeira, mas caem na burrice de lidar como homens com os próprios. Essas acham que conhecer o maior número possível de homens no menor tempo levará para bem longe aquela angústia permanente. Outras se fecham para novos possíveis amores por puro medo e não aprendem a lidar com o vazio no coração e o misto de necessidades intrínsecas no ser que todos temos.
A rejeição é como uma síndrome. É um estado mórbido caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas. As pessoas sentem-se doentes por terem sido atingidas e por isso evitam serem alcançadas mais uma vez. Ser rejeitado não é para qualquer um. Pode causar seqüelas irreparáveis em um ser desprovido de estrutura emocional. Simplesmente porque ela acontece assim, de uma hora para outra, sem aviso prévio. Ou os sinais são despercebidos por não querer vê-los.
Ninguém gosta de ser rejeitado. Essa é a verdade. Seja por uma questão de ego, de orgulho ou de amor. A gente só lida com rejeição quando somos quem rejeitamos. Caso contrário, mesmo que não houvesse interesse aquela pulga na orelha não nos deixa em paz tentando descobrir o motivo, o porquê de ter sido deixado de lado como um brinquedo velho do qual já se enjoou.





